Um pequeno passo que permite ao pensamento num abrir e fechar de olhos atravessar o oceano e estar aqui e lá.
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Numa escola no meio do nada ...

Diário de um dia destes,

 

Um dia desta semana cerca das 16:30h, um grupo de miúdos  pensou visitar-nos ali na escola no meio do nada. Impedidos de entrar , porque não era uma visita de estudo, mas não contentes com o impedimento puseram as melhores caras de maus que conseguiram e tentaram armar um triste "show" como só alguns actualmente sabem fazer.

A policia foi chamada, veio de ti-no-ni em automóveis mais oficiais e potentes do que os utilizados pela escola segura ... ainda vão conseguindo acalmar situações como esta e outras semelhantes, mas ...

Aborrece-me - que a liberdade seja mal usada e mal tratada, que seja abusada por desnorteados que fazem da violência feita em berros e agressividade o seu modo de vida.

Irrito-me - quando por causa disso relembram com saudade outros tempos. Tempos de tranquilidade fingida e paz mascarada de "chibos", denunciadores e personagens que actuavam na calada da noite através de capturas a todos os que ousavam pensar diferente dos ditadores.

Congratulo-me - com a liberdade de expressão, com a igualdade de oportunidades. Ainda sinto vontade de agradecer aos que tiveram coragem de lutar para revolucionar atitudes e mentalidades ... pelo 25 de Abril que abriu prisões de injustiça. Pela Liberdade!

Pela não obrigação de "pré-fabricar" ideias e sermos obrigados a marchar todos no mesmo sentido.

Entristeço-me - quando a história viva, as experiências relatadas de todos os que foram vitimas da "força" de ditaduras não são suficientes para apreciar o que temos... quando parece que para haver regras é necessário haver um braço pesado de ferro ... quando não há respeito por nada nem por ninguém ... é triste!

 

A solução continua a passar por um reforço de policiamento cada vez maior, já nem dá para ser de outra forma. Que pena!

 

 



publicado por L&J às 14:07
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
Em Portugal

Em terras lusas ... não se fala de outra coisa! Chegará também a Cabo Verde?

Os nomes têm modas, tempos, tendências e classes sociais ... Dinis, Tomás, José Maria e Bernardo, enfim uma lista engraçada mas pouco criativa. 

Não fosse Magalhães apelido e seria concerteza a nova "colecção" para a próxima temporada, penso que Fernão não será tão acarinhado.

Na "escola no meio do nada" assim como nas escolas no meio de alguma coisa e noutras no meio de tudo é o nome mais falado, questionado, esperado e ansiado. Não menosprezando a  "boa" intenção , entre outras, de promover o avanço tecnológico que o projecto representa, obrigo-me a pensar que Fernão de Magalhães, o próprio teria certamente embarcações de qualidade para garantir o sucesso das suas expedições.

Esta ideia "absurda" surgiu-me ao pensar na qualidade das mesas, das salas de aula, de salas de estudo e de apoio ao aluno nas escolas, da segurança no trajecto que os nossos alunos têm.

Olhe que não! Olhe que não! Dirão aqueles que viram na tv os famosos portáteizinhos serem generosamente distribuídos em escolas bonitas, salas coloridas e bem equipadas. Nem todas! Há tectos bolorentos, mesas partidas, salas frias, geladas, insuportáveis nos dias frios de inverno, wc's deploráveis, escolas sem ginásios, alunos sem manuais. Mas pronto, pensei nisto por pensar. Ocorreu-me que estas necessidas básicas deveriam ser satisfeitas antes de chegarmos a outras chamadas Magalhães.

Pois é, a tv também permite colorir e limitar a realidade.

A sério, pensei só por pensar, é que a pirâmide invertida parece-me tão desequilibrada!!!

 



publicado por L&J às 21:21
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Domingo, 7 de Setembro de 2008
mais Sal ... mais fotos

 

 


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publicado por L&J às 20:20
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
ILHA DO SAL - CABO VERDE

 

O Sol aquece a pele, dá-lhe vida e cor, o mar "estica" o tempo, esquecemo-nos de nós. As mãos trabalham com habilidade e prática, seduzem, convencem e pressionam ... é o sustento!
Pontão - local de trabalho, de passagem e passeio. local de chegada e partida. Salinas para flutuar, tratar, curar ou salgar o que de insonso existe em nós.
O ritmo anima e convida as pernas a terem o mesmo jeito. Ainda assim por vezes é dificil ver além do horizonte ... certos "senão" ofuscam o que é espontâneo e natural.


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publicado por L&J às 19:19
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Sábado, 19 de Julho de 2008
Férias

Férias é ...

Viajar, nadar, caminhar, conhecer, comer, dormir, dançar ... comprar

fotografar cada momento para que o futuro não nos traia a memória,

É ...

sair de casa e sentir em casa,

É ...

Rir, divertir, adormecer com vontade de um novo dia ...

Viver cada dia como estando entre amigos ... desconhecidos ... quem diria!?!

 

Para mim, é Cabo Verde, onde já estive e sempre tenho vontade de regressar

 

"Há detalhes invisiveís num país que superam estruturas imponentes de cimento"



publicado por L&J às 22:43
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Viagens

ALGARVE - PORTUGAL

 

 

 S. VICENTE - CABO VERDE

 

 

LONDRES - INGLATERRA

 

 

BUDAPESTE - HUNGRIA

 

 

HAMMAMET - TUNISIA

 

 

SEVILLA (ISLA MAGICA) - ESPANHA

 


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publicado por L&J às 10:40
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
FOTOS

CONCELHO: SEIXAL     DISTRITO: SETÚBAL       PAÍS: PORTUGAL

 

 

 


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publicado por L&J às 17:03
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Ilha do Sal


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publicado por L&J às 16:26
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Vários sotaques ... Uma Língua

Existe em Portugal uma grande comunidade de pessoas nascidas em Cabo Verde, ainda maior é o número de descendentes cabo-verdeanos, que tal como angolanos, moçambicanos, brasileiros ou orindos de países do leste têm enriquecido o nosso país multicultural em muitos aspectos.

A música, a dança, os adornos e objectos decorativos e a gastronomia vão colorindo este arco-íris de cultura lusófona.

Existe em Cabo Verde uma língua - o crioulo cabo-verdeano que tantas vezes ouvimos também por aqui

" O crioulo cabo-verdiano é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo..."( http://pt.wikipedia.org/wiki/Crioulo_cabo-verdiano)

Aqui e ali já tenho percebido que existem alguns mal entendidos acerca deste conceito, o crioulo de Cabo Verde não é um português mal falado é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde que como qualquer outra é "denunciada" por um sotaque particular, ou não temos nós também um sotaque próprio ao falarmos inglês ou francês?

Interessante é ainda o facto de cada uma das nove ilhas ter desenvolvido um "crioulo" próprio.

Deixo como prova disso um pequeno exemplo do significado em Português da palavra Escrever

 

Crioulo do Fogo - Screbê

Crioulo de Santiago - Scrêbi

Crioulo de S. Nicolau - Screbê

Crioulo de S. Vicente -  Screvê

Crioulo de Santo Antão - Screvê



publicado por L&J às 15:00
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Cabo Verde em Familia

Também se vive Cabo Verde em família e em casa.

Fala-se português, sanpadjud e badiu ... o que era estranho com o tempo vai deixando de ser e o crioulo já soa familiar porque o é.

Cheira a cachupa, o tacho é enorme, ferve, borbulha, e como as boas recordações também se fazem de paladares ao som da Cesária ou Ildo Lobo lembramos o queijo de Santo Antão, as bolachas de S. Vicente, os fantásticos pastéis de milho e a única e original linguiça que apelidamos de "ouro" comestível em tom de brincadeira.

A minha sogra abre a tampa de uma lata azul com quadrados robustos de doce de leite ... humm!

Lisboa vai cuidando da nostalgia com restaurantes, música e espaços de Cabo Verde para todos e adorados por todos.

Falta-nos o mar, o calor e tanto mais ...

 

 

 


música: Mar Azul

publicado por L&J às 13:47
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Domingo, 27 de Abril de 2008
Pé li ... Pé la

Há qualquer coisa em África que nos faz sentir e chamar "casa", é superior a uma explicação simples e resumida, são precisas muitas palavras, muitos gestos e emoções para fazer perceber a alguém que nunca pisou o chão de um país do vasto continente africano o que nos fica. 

Há qualquer coisa no meio de muitas coisas que nos faz sentir vontade de lá estar, de voltar e recordar o cheiro da terra, o calor "enfornado" , o ambiente informal, alegre e descontraído, a cor do mar, a música, a gastronomia e a vontade de acordar para viver outro dia.

Se em Portugal "saudade" é uma palavra tão única, em Cabo Verde "Morabeza" é cartão de visita.

Estamos em casa aqui e lá ... pé li pé la!


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publicado por L&J às 14:46
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